#22 - O mais louco e sincero pensamento

10:59 João Augusto 0 Comments

Hoje eu me peguei pensando numa série de coisas que podem e devem ser consideradas quando você pensa no pra sempre. Daquele montão de coisa que te dá um frio na barriga de pensar. Pensar no que o futuro te reserva, saber se quem está do seu lado tem planos afinados aos seus ou mesmo entender se é preciso mesmo problematizar sobre tanta coisa quando se fala de sentimento. Eu sempre fui uma pessoa intensa na diversas coisas que faço. Do chegar cedinho no trabalho pra produzir o máximo de coisas possíveis à sempre amar tipo tudo ou nada. Você conhece o amor tudo ou nada? Esse é o melhor tipo de amor. Aquele amor irracional de um louco que sente uma saudade louca por vezes, mas às vezes não quer olhar na cara. Eu sempre fui esse cara. Um hiperbólico com desejo de amar sem saber exatamente o que essa palavra significa. Apenas quer.

Pensei em tudo. Lembrei de quando eu era criança e que o perfume da menina que sentava logo à minha frente na escola me marcava muito. Marcava ao ponto de estar na padaria, na fila do caixa e, ao sentir aquele cheiro, virar uma confusão doida na cabeça de uma esperança que fosse ela, da decepção de não ser e do riso que me tirava por essa idiotice toda. Tem muito cheiro ao meu redor. Assim como as músicas, assim como os lugares, as vozes...A saudade vem. Vem sempre. Por tudo isso.

Cresci muito, mas sei lá, não saí muito do lugar. Uma criança me toca mais que uma bela poesia e o que dizer do que a música me faz. Uma das poucas coisas no mundo que me fazem sair do lugar. Mas eu sempre volto. Pra ela e para onde estava. Na intensidade do que sou, peço a Deus que me mantenha. Assim, pra sempre e afastado. Desse jeito, que nunca mude e que não se aproxime a normalidade que queiram me impor. Eu sou um misto de exagero, dor, sorriso e um punhado de saudade constante das coisas que sempre tive aqui dentro.

Daqui há uns dias minha vida vai... continuar sendo minha e minhas saudades vão permanecer e... tudo o que sinto aqui será ainda meu. O que vai mudar é que terei mais alguém que me deixe saudade, que me leve onde quero e que realize os sonhos que descobri quando pequeno. Tudo à dois e exageradamente. E que seja gritante. Em tudo. Na música, no falar e no montão de coisa que irá me tirar do lugar.

Que tenha um cheiro bom de sorriso.
Eu sei que vai ter.
Eu preciso.

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